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nasceu a partir destas palavras…

CURSOS INTENSIVOS DE VERÃO NO CHILE!

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CURSOS INTENSIVOS DE VERANO
— VALPARAÍSO, 8 a 19 DE ENERO 2007 —

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PARA UNIVERSITARIOS, SECUNDARIOS Y POBLACIÓN EN GENERAL
TALLERES CON PRÁCTICA EN TERRENO

1. GEOGRAFÍA DE VALPARAÍSO Y SUS CERROS
2. Identidad y memoria histórica de un cerro
3. IDENTIDAD Y MEMORIA DE UNA CALETA DE PESCADORES
4. Nuevas metodologías de investigación participante
5. Educación Popular y Escuela Comunitaria
6. MEDIACIÓN DE CONFLICTOS Y DERECHO ALTERNATIVO
7. METODOLOGÍAS DE ORGANIZACIÓN SOCIAL
8. Juegos participativos de jóvenes y niños(as)

8 a 11 de ENERO: DOS CLASES TEÓRICAS
12 a 14 de ENERO: SALIDA A TERRENO, HORARIOS A ELECCIÓN
15 a 19 de ENERO: ORGANIZACIÓN DE LOS DATOS, ANÁLISIS Y CONCLUSIONES.
CONTRIBUCIÓN PARA UN TALLER COMPLETO: CINCO MIL PESOS
INFORMACIONES E INSCRIPCIONES: Cel. 09-98586255 – email: ulibre@ulibre.org

LOCAL: UNIVERSIDAD ARCIS VALPARAÍSO – CERRO ALEGRE
ORGANIZA: TALLERES TRANSHUMANTES

Patrocinio: Universidad Arcis Sede Valparaíso y
Confederación Nacional de Pescadores Artesanales de Chile CONAPACH

O curso é presencial! Tem que estar lá pra fazer….. 🙂

 

 

O caminho se formando

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Nossa casa está tomando a forma do grupo. O quintal está passando por um mutirão de limpeza e arrumação.

Estamos, simultaneamente em processo de formação legal, com registros, cartório, ajeitando a documentação, finalizando estatuto, colocando em ordem a questão burocrática e arrumando a casa onde vamos estudar-trabalhar.

Hoje foi mais uma tarde coletiva… Alegre e promissora! Entre controvérsias, debates, discussões…o quintal vai se montando.

Olha o que a gente fez:

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Enfim, começando um novo ciclo…

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Juntamente com o aprendizado de novas palavras, veio também a organização do grupo, que nasce da necessidade urgente de ter um espaço, físico e ideológico que nos preserve e nos nutra de conhecimento prático e objetivo. Com isso, se formou a diretoria da COOFER, na sequência, assembléias, reuniões, debates….o que é o Conselho Fiscal, serve para fiscalizar quem? O que faz a Secretária? O que é uma ata? Enfim, esses conhecimentos estão se formando e fortalecendo a Cooperativa, que já está na reta final desse processo de formalização. A diretoria já está composta, o conselho se articulando para propor caminhos e frentes de trabalho, delineando a consciência do grupo para a geração de renda e pagamentos de impostos.

Enquanto isso, nosso quintal ainda não está pronto, estamos promovendo o mutirão da limpeza…Essa semana vamos começar estruturar nosso espaço!

(Estamos sentindo falta das dicas do Marcelo Z.!)

Seguem algumas fotos do grupo após assembléia da fundação/formação da diretoria da COOFER. Os primeiros passos para o planejamento:… alfabetização, divisão do grupo por atividades distintas, dividindo a cidade em regiões, entendendo nossa função dentro do grupo, e por aí vai….

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Quintal Solidário …

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Aqui serão desencadeadas as oficinas para geração de consciência e renda!

Acabamos de conquistar esse espaço que é (in)dependente, alugamos essa casa para abrigar o Museu Vivo de Imagem e Som-Instituto Cultural Orestes Rocha e os encontros da Alfabetização Solidária – tranformando o lugar num ambiente musical [conta com um acervo de 22.000 LPs, retratando um período rico da Música de Ouro do Brasil, as décadas de 30 e 40, além de preciosidades em 78 rotações…] enfim, vamos aprendendo a ler, a escrever, a ouvir, a cantar, a trabalhar, a colher…..de preferência, nossos frutos que nos darão o alimento do corpo e da alma, nos trazendo a certeza que nossa função aqui, é compartilhar! Mais que nunca…

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Projeto Alfabetização Solidária em Porto Ferreira-SP

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Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar

Autor Desconhecido

O projeto a ser desencadeado através da ONG-CIEDAM Cidadania e Vida e da Escola Estadual de Primeiro e Segundo Graus Washington Luis, em Porto Ferreira, através do Programa Escola da Família, tem como prioridade a Alfabetização de Jovens e Adultos, que chamamos “Alfabetização Solidária”, focado inicialmente, na Cooperativa Ferreirense de Reciclados – Coofer, podendo, num segundo momento, ser ampliado a toda a Comunidade local.

O que é o Processo?

Dando os primeiros passos.... juntos!

O aprendizado através do Método Paulo Freire, tem a percepção de que o analfabetismo, sendo em si mesmo um fator de marginalização e dependência, é usado como instrumento de contenção do aperfeiçoamento intelectual e uma barreira ao desenvolvimento da consciência humana.

A partir dessas percepções e considerando o conjunto das circunstâncias sociais, o método alternativo, que, do ponto de vista prático, torna possível a realização de um trabalho educativo rápido, de baixo custo, aproveitando os elementos do meio ambiente dos educandos e, por tudo isso, imediatamente aplicável às pessoas que dele necesitam, com urgência. E sob o aspecto pedagógico seu método oferece a grande vantagem de proporcionar, concomitantemente, alfabetização, educação e conscientização, promovendo a inserção social dos educandos e libertando-os como pessoas. Essa conjugação de elementos, rompendo as limitações convencionais da divisão em educação formal e informal e inserindo a alfabetização num processo de estímulo e valorização da capacidade intelectual das pessoas, é, em síntese, o chamado “método Paulo Freire”.

Através dele educadores do mundo inteiro perceberam que uma pedagogia pode e deve ser muito mais do que um processo de treinamento ou domesticação. O método Paulo Freire teve, entre outros, o efeito benéfico de demonstrar a pobreza e os graves inconvenientes de linhas pedagógicas que só procuram transmitir técnicas e exterioridades, sem cuidar do essencial que é o verdadeiro desenvolvimento da pessoa humana, pelo estímulo ao despertar e à evolução de todas as suas potencialidades.

 

Parcerias e Relações com a Sociedade Civil

O sentido do trabalho em parcerias é efetivado por meio de ações que possibilitam um processo educativo na constituição das políticas públicas da que incida na compreensão de educação pública, pois ao possibilitar o estabelecimento de alianças entre instituições e a sociedade civil organizada, alimenta interlocuções que qualificam a participação dos cidadãos no processo de educação/socialização, formando redes, que incluem a instituição e outros atores como protagonistas destas iniciativas.

Por isso, ações por meio de parcerias aproximam-se de uma rede de espaços em que a escolarização para jovens e adultos está em interação com a vida, consolidando o processo da educação em permanência, articulando ações que envolvam questões culturais, qualificação para o trabalho, pesquisa e grupos de estudos.

Estrutura e Funcionamento

As aulas têm duração diária de 3 horas durante 2 dias por semana (sábado e domingo). Podendo ser melhor distribuída para mais dias, dependendo da disponibilização da escola e dos educandos.

O material didático a ser usado nas aulas, poderá ser providenciado pela Escola, pela ONG e pelos educandos, já que são materiais que fazem parte do nosso dia-a-dia e são relativamente de baixo custo, como papel (inclusive, bobinas papel reciclado),tinta guáche, lápis de cor, bola, equipamento de som, video, etc.

Formação Pedagógica

Um dos objetivos de nosso envolvimento com a Alfabetização Solidária é proporcionar a todos os educadores envolvidos no projeto de alfabetização de jovens e adultos, formação permanente que sirva como suporte teórico e prático que conduza paulatinamente à construção coletiva e comprometida de um projeto pedagógico centrado na formação global do ser humano.

O trabalho do educador popular exige que ele seja um permanente pesquisador, tenha espírito aberto, compromisso social com o grupo com o qual atua e construa sua prática de modo crítico, autônomo e reflexivo. Isso demanda encontros de planejamento, discussão, estudo e aprofundamento teórico constante, pois educar exige contínua renovação.

Para desenvolver este trabalho é necessária uma proposta pedagógica que assegure tanto o acesso à leitura e à escrita como aos elementos que possibilitem aos educandos fazer uma leitura crítica da sociedade.

Alfabetizar jovens e adultos é um processo construtivo que tem como ponto de partida os conhecimentos e as vivências adquiridas pelos educandos em sua trajetória de vida em sociedade, tanto em relação aos aspectos sócio-culturais como referente aos conhecimentos sobre a língua escrita, a oral e a leitura, na perspectiva de inter-relacioná-los, criticamente, aos conhecimentos construídos socialmente pela humanidade, a fim de ampliá-los e transformá-los.

“A leitura do mundo precede a leitura da palavra”, Paulo Freire.

Para além da decifração do código lingüístico e da lógica matemática, a proposta objetiva despertar o sentimento de consciência de grupo, através das relações sociais que se pode estabelecer a partir deste novo horizonte, defendendo interesses comuns e questionando as desigualdades sociais.

A proposta pedagógica procura desenvolver uma metodologia que tenha um caráter transformador, popular, democrático, processual, sistemático e interdisciplinar, rompendo a forma tradicional de ensino. Dessa forma busca possibilitar os educandos a serem parte integrante do processo de aprendizagem, respeitando o ritmo de cada um.

A concepção de aprendizagem e de currículo passa pela compreensão de que se aprende de forma interdisciplinar, pois se constrói conhecimento a partir da relação com o outro e com o objetivo a ser conhecido. O processo de ensino aprendizagem parte do conhecimento dos alunos, das “experiências
feitas”, e problematiza o conhecimento acumulado, não assimilando-o, mas recriando-o e reelaborando-o.

 

Ação

Uma das estratégias pedagógicas escolhida é a do trabalho com projetos, de forma interdisciplinar, que procura favorecer a construção da autonomia crítica e da autodisciplina, tornando o sujeito ativo, na medida em que ele tem necessidade de pesquisar as mais diversas fontes de informações, analisar, formular hipóteses, calcular, concluir e agir. Também interfere nas relações sociais, fazendo o aluno lidar com as diferenças culturais, étnicas, de gênero e classe, através da convivência e do diálogo e, ao mesmo tempo,
recuperando manifestações socioculturais e afetivas.

Avaliação

Acreditamos que cada alfabetizando tem um tempo, um ritmo, e este tempo/ritmo deve ser respeitado. Sendo assim, o processo avaliado não se resume a testes que mensurem e classifiquem o conhecimento.

Durante este, processo deverá nascer a criação de uma “biografia” sobre a aprendizagem do aluno. Tem que ser um processo contínuo, dinâmico e muitas vezes informal. Avaliar é muito mais que um estabelecimento de conclusões definitivas. Avaliar por sua natureza cíclica, segue um processo de observação e constante reformulação de juízos sobre a compreensão dos alunos. Deve ser fonte de juízos evolutivos por natureza.

A avaliação tem três funções no processo educativo: função diagnóstica, prognóstica (conjectura sobre o que vai acontecer) e investigativa. Funções estas que devem propiciar o rendimento da ação pedagógica e educativa, reorganizando as próximas ações do educando, da turma, dos educadores no sentido de avançar, no entendimento e desenvolvimento do processo aprendizagem.

Compromissos

O primeiro marco é a constituição federal, que assegura, em seu artigo 208, a oferta a todos que não tiveram acesso em idade própria (expressão que não usamos, pois, para aprender, toda idade é própria), e cabe ao poder público inclusive recensear e assegurar os recursos.

Apesar deste direito assegurado, apenas oito anos depois foi aprovada a LDB (Leis de Diretrizes e Bases da Educação) que trata do tema da educação de jovens e adultos. O título III repete a constituição, assegurando o direito, ficando a responsabilidade para o Estado. No capítulo II, título IV, tem uma sessão, porém breve, que assegura a educação de Jovens e Adultos mediante oportunidades apropriadas, considerando-se seu interesse, condições de vida e trabalho, por meio de cursos e exames.

Essa lei, embora pouco inovadora, é muito flexível, possibilitando instrumentos para uma educação de jovens e adultos diferenciada.

Somente em 2001 o Conselho Nacional de Educação aprova, finalmente, o Plano Nacional de Educação (PNE). Tem 26 pontos sobre educação de adultos e é pouco inovador, pois enquanto os compromissos nacionais tentam incorporar a educação formal e não formal, o PNE trata a educação de adultos como educação escolar.

O Brasil está comprometido com este conjunto de compromissos. Argumentos jurídicos não faltam, seja em nível nacional ou internacional. O que nos falta, são portas abertas e a disposição para colocarmos em prática uma lição que todos sabem:

Conhecimento, só faz sentido, se compartilhado.