Arquivo mensal: novembro 2006

Círculo virtuoso

Padrão

A geração de uma consciência honesta, gera renda como consequencia… por aqui, estamos conversando e tentando viabilizar algo semelhante a iniciativa do banco Palmas, de Fortaleza e a do Banco Grameen (“aldeia” ou “rural”, em bengali) em Bangladesh… que aliás, rendeu o nobel da paz de 2006 a o economista Muhammad Yunus, criador de uma rede de microcréditos para pobres que ajudou milhões de pessoas a sair da pobreza em seu país natal.

Então, bons exemplos não faltam…na verdade, fico me perguntando, o que é que está faltando?

Segue abaixo um bom relato, que foi publicado originalmente aqui: Rede Gaia Brasil
Do Grameen ao Palmas
As 42 pioneiras eram fabricantes de móveis de bambu. Hoje o Grameen tem mais de 6,7 milhões de tomadores de empréstimos, o índice de reembolso é de 99% e seu sucesso não é só financeiro, como se vê pela concessão do Nobel. Vale a pena notar, por outro lado, que a iniciativa de Yunus não é única e que já existem experiências semlhantes a essas inclusive no Brasil.

Um caso célebre, menos conhecido do que deveria ser em nível nacional, é o do Banco Palmas, de Fortaleza (CE). Trata-se de uma cooperativa de crédito, fundado em 1998 no Conjunto Palmeira, um bairro pobre da capital cearense, com 30 mil habitantes e renda familiar abaixo de dois salários mínimos, de acordo com relatório produzido por João Joaquim e Sandra Magalhães, da equipe de coordenação do projeto.

Banco Palmas CE
Administrado e gerenciado pelos líderes comunitários, o Banco Palmas foi criado pela Associação de Moradores do Conjunto Palmeiras para enfrentar a pobreza do local, com uma filosofia voltada a criação de uma rede de solidariedade de produção e consumo no bairro. O banco possui uma linha de microcréditos para quem quer produzir (criar ou ampliar um pequeno negócio) no Conjunto e outra que financia quem quer comprar de seus produtores e comerciantes.

Círculo virtuoso
Com isso, incentiva a produção e facilita a comercialização dos produtos da comunidade, fazendo a renda circular no próprio bairro e promovendo seu crescimento econômico, uma estratégia que objetiva criar um círculo virtuoso.

“Quando o João, pequeno artesão que produz sapatos, vende sua mercadoria, está conseguindo recursos financeiros para poder comprar os doces da Maria e esta, as confecções da costureira, que por sua vez corta o cabelo no salão do Paulo e assim por diante”, explicam os coordenadores.

Para financiar o consumo, o Banco criou um cartão de crédito popular, o Palmacard, utilizado somente no Conjunto Palmeira. Ele permite às famílias da comunidade comprarem em qualquer comércio cadastrado do bairro e pagar ao Palmas após trinta dias, em data estabelecida pela própria família. No dia estipulado pelo banco, por sua vez, os comerciantes levam suas faturas ao banco e recebem tudo que venderam por meio do Palmacard, com um desconto de 3% da taxa de administração.

Solidariedade em ação
Os produtores/comerciantes beneficiados pelo sistema se reúnem em assembléias mensais para avaliar o funcionamento do cartão, apresentar sugestões e também contribuem com trabalho voluntário para as ações sociais da Associação de Moradores, como limpeza e preservação de praças, acompanhamento às escolas e postos de saúde, entre outros.

A consciência de que consumir produtos e serviços do bairro ajudam a distribuir renda, gerar riqueza e melhorar a qualidade de vida da comunidade, permitiu ao Banco criar outros instrumentos de comércio solidário, como as feiras semanais dos produtores e uma loja solidária, que funciona na sede do Banco, expondo e vendendo os produtos fabricados no bairro.

O Banco Palmas também apóia a criação de empresas comunitárias que têm se multiplicado. Atualmente, já estão em atividade a Palmafashion, empresa de confecção, a Palmart, de artesanato, a Palmalimpe, de materiais de limpeza, além de um Laboratório de Agricultura Urbana, que ensina as famílias a plantar hortaliças e ervas medicinais, bem como a criar peixes em cativeiro nos quintais de suas residências, para posterior comercialização.

Moeda própria
O banco também mantém uma Escola de Socioeconomia Solidária, que capacita os pequenos empreendimentos locais e trabalha junto aos moradores para a criação de uma cultura solidária, organizando ainda um clube de trocas, que funciona com moeda própria, os Palmares e os Palmeirins.

A política de crédito do Banco Palmas é pautada pelo controle social. “Quando um morador chega ao banco para solicitar um empréstimo”, explicam os coordenadores, “ele é informado das regras de funcionamento da rede de solidariedade e não precisa apresentar nenhum documento ou garantia”.

Ou seja, o banco não pede fiador nem faz consultas ao SPC ou SERASA. “Uma analista de crédito visita a família do solicitante e conversa com os vizinhos. É o depoimento da vizinhança que vai servir de aval para o futuro cliente”. “Resgatar na prática socioeconômica o valor da confiança, do amor ao próximo e da paixão pela vida é a perspectiva filosófica do Banco Palmas”, concluem Sandra e Joaquim.

Economia solidária
Por trás de experiências como a de Mohamad Yunus e do Banco Palmas está o conceito de “economia solidária” que coloca o ser humano como sujeito e finalidade da atividade econômica, em vez da acumulação de capital. A noção surgiu a partir dos princípios do cooperativismo que se desenvolveu a partir da Inglaterra em meados do século 19.

Vale lembrar que os princípios do cooperativismo e da economia solidária não se limitam à área financeira, mas a todo o conjunto das atividades econômicas: produção, distribuição, comércio, etc. Segundo a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), já existem cerca de 8 mil associações dessa natureza no Brasil, atuando nos mais diversos ramos.

*Antonio Carlos Olivieri é escritor, jornalista e diretor da Página 3 Pedagogia & Comunicação. olivieri@pagina3ped.com

Anúncios

Racista e Covarde…redundante, eu sei….

Padrão

curso rápido de jornalismo mas é assim, mesmo… a grande imprensa brazileira, quando não é hipócrita é, no mínimo, covarde_racista. há exemplos diários, só ligar o radinho_tv e constatar! Mas no caminho inverso, o pessoal do “contra” tb tem suas estratégias… porque já estamos no limite da imbecilidade… Um dos caminhos, apareceu aqui, neste texto publicado originalmente na novae , do Marco Aurélio Weissheimer.

A “ética” do cinismo
No dia em que a grande imprensa saiu em defesa da Veja, Emir Sader foi condenado por crime de opinião. Quem chama Lula de “bêbado” e “mentiroso” e defende a extinção da raça da esquerda está exercendo a liberdade de imprensa. Quem responde a tais xingamentos é condenado. De que liberdade estamos falando?

pega o link, e leia na íntegra lá….

a charge é do Maringoni, tb publicada na Novae

à covardia do mundo…o fim!

Padrão

Conviver com a injustiça, a miséria humana_social, é algo podre, que se prolifera como peste… mas ter que suportar a sobrevivência com os covardes, é quase insuportável. A covardia não serve para nada, veículos midiáticos covardes, então…. tentam exterminar a qualquer custo pessoas e ações que pensam e agem diferente deles, os covardes

Desdes que vi as fotos do assassinato do jornalista Bradley Roland, voluntário do CMI Nova York, covardemente apagado, me sinto triste, é como se estivéssemos todos ao seu lado, sendo atingidos tb… a bala está passando rente ao nosso coração_cérebro.

Segue abaixo a imagem grotesca dos covardes… (o texto e a imagem abaixo foram publicados originalmente no CMI Brasil -Centro de Midia Independente.
Paramilitares pró-governo assassinam voluntário do Indymedia e ferem população civil de Oaxaca
covardia

De acordo com o jornal mexicano El Universal (www.eluniversal.com.mx),os homens de camiseta vermelha são paramilitares que atacaram os membros da APPO e os jornalistas, incluindo Bradley.

Às 18:03 desta sexta-feira, 27 de outubro, o site do Centro de Medios Libres noticiou a morte de um voluntário da Rede Indymedia. Bradley Roland, voluntário do CMI Nova York foi morto com um tiro no peito em frente ao palácio municipal na cidade de Caliente, Estado de Oaxaca, México.

Brad estava cobrindo o levante popular em Oaxaca, e a resistência por parte da Assembléia Popular do Povo de Oaxaca (APPO). De acordo com a Radio APPO, durante um ataque de um grupo paramilitar pró-governo a uma barricada da APPO, o voluntário e documentarista Brad foi atingido por um tiro no peito. Além dele, um fotógrafo do jornal Diário Milenio, Oswaldo Ramirez, foi ferido no pé. O CML ainda informa que a Polícia Federal Preventiva está invadindo Oaxaca e os paramilitares estão atacando a população civil em uma operacão chamada “caravana da morte”.

Leia Mais:: [México] URGENTE: Voluntário do Indymedia é assassinado em Oaxaca | [México] Subcomandante Marcos repudia assassinato de voluntário Indymedia | Brad I, II, III e IV | Cobertura Minuto a Minuto do Centro de Medios Libres | A última matéria de Brad Will | Declaração da Família de Brad Will | Guerra em Oaxaca – A morte de Brad Will

Imagens:: I | Fotos dos paramilitares que atiraram | ((i)) Oaxaca – Pichação na Embaixada do Mexico em Brasília| Cartum | Pichação no Consulado Mexicano no Rio de Janeiro denuncia assassinato de Brad Will | Eles não apagam nossas lutas – outras mensagens no Rio

Videos:: Breve historico de Oaxaca | Brad em 2001 | O Ultimo video de Brad

Audio:: Brad em 2001 | CMI no Ar especial sobre a comuna de Oaxaca: mp3 ogg

Ouça transmissão ao vivo da Rádio APPO